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terça-feira, 15 de março de 2011

Convite ao Estudo

*
Milhões de criaturas possuíram a fé no passado, revelando extremada confiança em Deus; mas, porque a bondade lhes desertasse dos corações, ergueram suplícios inomináveis para quantos não lhes 
comungassem o modo de sentir e de ser.
Diziam-se devotadas ao culto do Supremo Senhor; entretanto, alçavam fogueiras e postes de martírio, perseguindo ou exterminando pessoas sensíveis e afetuosas em seu nome.
Milhões de criaturas evidenciaram admirável bondade no pretérito, demonstrando profunda compreensão fraternal no trabalho que foram chamadas a desenvolver entre os homens; no entanto, porque a educação lhes escasseasse no espírito, caíram em terríveis enganos, favorecendo a tirania e a escravidão sobre a Terra.
Denotavam obediência a Deus, no exercício da própria generosidade, entretanto, compraziam-se na ignorância, estimulando delitos e abusos, a pretexto de submissão à Providência Divina.
Nesse sentido, porém, a palavra do apóstolo Pedro é de notável oportunidade em todos os tempos.
Procuremos alicerçar a fé na bondade, para que a nossa fé não se converta em fanatismo, mas isso ainda não basta.
É forçoso coroar a fé e a bondade com a luz do conhecimento edificante.
Todos necessitamos esperar no Infinito Amor, todavia, será justo aprender "como"; todos devemos ser bons, contudo, é indispensável saber "para quê".
Eis a razão pela qual se nos impõe o estudo em todos os lances da vida, porquanto, confiar realizando o melhor e auxiliar na extensão do eterno bem, realmente demanda discernir.
*
(Do livro "Palavras de Vida Eterna", pelo Espírito Emmanuel, Francisco C. Xavier)
TODOS OS CRÉDITOS AO AUTOR ACIMA
VOLTE SEMPRE
EU AMO SUA VISITA
FIQUE COM DEUS
BEIJOS EM SEU CORAÇÃO COM CHEIRINHO DE JASMIN

segunda-feira, 14 de março de 2011

Com todo Amor

Um vídeo com a mensagem e música de Enya.
*
Era sim. 
Eu era a teimosia em pessoa.
Lembra-se, Mãezinha, de quando me ocultava para fugir de você?
Escutava seus gritos, suas palavras ternas:
- “Venha cá. 
Mamãe está chamando...”
Ouvia tudo e arrancava-me para longe.
E quando me achava de novo em casa era bastante que o seu olhar indagador me fitasse para que me pusesse a agredir:
- “Você, Mamãe, não me entende... 
Nunca entendeu... 
Nada.
 Quero viver minha vida que é diferente da sua. 
Deixe-me em paz...”
Percebia que os seus olhos se erguiam para mim, molhados de lágrimas que não chegavam a cair, sem qualquer palavra de reprovação ou de queixa.
Hoje que a experiência me renovou, creio que o seu silêncio devia ser uma conversa com Deus a meu respeito, que eu não procurava, nem queria compreender.
Agora, porém, anseio confessar que todas as minhas frases tocadas de aspereza e de ingratidão eram mentira pura.
Por que passaria tanto tempo sem que eu lhe dissesse isto?
Em verdade, nunca encontrei um amor igual ao seu.
A vida nos separou com a rudeza da tesoura que corta um ramo florido da árvore em que nasceu. 
Qual sucede à flor arrebatada aos braços da fronde, muitos disseram que eu ia para a festa...
Entretanto, de todas as festas a que o mundo me conduziu, sempre me retirei com mais sede da sua ternura, da sua ternura transitoriamente perdida.
Seu amor está em meu coração, como a vida que se entranha em minhalma. 
Seus gestos de carinho permanecem comigo como estrelas no céu noturno.
Perdoe-me pelas cruzes de aflição que dependurei no seu peito, mas ouça. 
Mãezinha!... 
Deus não permitirá que o seu sacrifício tenha sido em vão.
Venho beijar-lhe os cabelos que a prata do tempo começou a enfeitar de luz e, ao rever-me no espelho cristalino do seu olhar, observo quanto mudei!...
Ampare-me, não me abandone!... 
E se posso pedir alguma cousa com o pranto de meu reconhecimento, rogo incline o
 ouvido para os meus lábios. 
Anseio revelar um segredo... 
Unicamente entre nós. 
Você e eu...
Isto agora é tudo quanto quero falar:
- Você, Mamãe, sempre me compreendeu... 
Sei agora que nunca nos separamos. 
Abrace-me... 
Está sentindo? 
Meu coração está pulsando pelo seu coração...
Abrace-me... 
Mais ainda!... 
Tenho fome do seu amor... 
Abençoe-me, ensine-me a conversar também com Deus e deixe que eu diga
 que nunca serei feliz sem você.
*
(Maria Dolores)
Do livro: Os Dois Maiores Amores, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
TODOS OS CRÉDITOS AO AUTOR ACIMA.
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