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terça-feira, 18 de junho de 2013

Oração do Aprendiz

*
Senhor !
Em tudo quanto eu te peça, conquanto agradeça a infinita bondade com que me atendes.
Não consideres o que eu te rogue, mas aquilo de que eu mais necessite.
E quando me concederes aquilo de que eu mais precise, ensina-me a usar a tua concessão, não só em meu proveito, mas
em benefício dos outros, a fim de que eu seja feliz com a tua dádiva, sem prejudicar a ninguém.

Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Aulas da Vida" - EDIÇÃO IDEAL

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Prece de Retorno

*
"No suor dos teus dias, usa a oração sem mostrá-la. 
Na oração falas com Deus, no serviço Deus te fala."
 (Autor desconhecido)
*
Meu bom Deus, depois de muito tempo, resolvi ter uma conversa Contigo.
Houve época em que eu costumava Te falar, abrir meu coração.
Desde a infância fui habituado à prece, ao diálogo Contigo.
Cresci e bem recordo que, ainda durante minha adolescência, costumava Te falar. Falava-Te das minhas conquistas e dos meus desatinos, dos ideais acalentados e das batalhas a vencer.
Reconhecia-Te como meu Pai e Te entregava meus anseios, minhas ilusões e meus fracassos.
 Acreditava-Te forte e em Tua força confiava.
Assim atravessei os dias de minha mocidade. 
Foi aí que os nossos diálogos se tornaram mais espaçados e mais curtos.
Não sei bem o que aconteceu, mas algo foi mudando em mim.
O trabalho, a busca pelo sucesso, a carreira profissional fizeram com que fosse Te deixando em segundo plano.
Quando as dores chegaram, tentando me despertar, já não Te busquei.
Afinal, a revolta se instalara em meu ser. 
Porque idealizara uma vida plena de amor, que não se concretizou.
Arquitetara viver em tranqüilidade financeira e somente reveses me alcançaram. 
As desilusões foram se somando e eu me tornando mais e mais frio, distante de Ti.
Embora me despertasses toda manhã com os beijos da aurora, deixei de Te buscar.
Qual uma concha, fui sempre mais me fechando, tornei-me amargo e arredio.
Hoje sou um homem triste.
Olho as pessoas sorrindo e me pergunto por que o fazem.
Guardo inveja dos que trazem nos braços seus amores.
A poesia e a música não me sensibilizam mais a alma. 
Ouço falar de Ti. 
Percebo as lágrimas de emoção dos que Te amam, ao mencionar-Te a presença generosa. 
E sinto-me vazio e só.
Senhor, por isso tudo hoje venho Te buscar. 
Desejo voltar a sentir prazer em viver. 
Alegria ao despertar e contemplar o sol majestoso dourando a paisagem.
Quero emocionar-me com as paisagens de luz, com a sinfonia da passarada.
Sinto-me tão velho e enrugado. 
Minh'alma parece um pergaminho amarelo e dobrado.
 Sinto o corpo vergado ao solo.
 Contudo, apenas estaciono na madureza física.
Algo dentro de mim parece ter sido crestado.
Senhor, sei que se eu beber da fonte cristalina do Teu amor, retornarei aos dias de outrora.
Inunda-me com Tuas bênçãos para que eu possa outra vez vibrar com o vento, o sol, as estrelas.
Quero sentir novamente prazer em abraçar um irmão, em ouvir o riso infantil, em contemplar o desabrochar de uma flor.
Mais do que tudo, Senhor Deus, quero voltar a ser aquele menino que, confiante, olhava os astros faiscantes no céu e Te agradecia pelas pérolas de luz que espalhavas.
Ajuda-me a retornar ao Teu regaço e como o salmista, teça poemas de ventura e gratidão ao Teu amor infinito.
*   *   *
Deus a todos concede o Seu amor. 
No entanto, se a criatura não aprendeu a orar, não poderá senti-lo e dele se beneficiar.
Oração é ponte de ligação entre o Céu e a Terra, entre o Pai e os Seus filhos.
*
Texto da Redação do Momento Espírita.
Todos os créditos da mensagem ao : Momento Espírita
Volte Sempre
Eu amo sua visita
Fique com Deus
Beijos em seu coração com cheirinho de Jasmim.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Íntima Conversa com Deus

*
Nossas atitudes escrevem nosso destino.
 Nós somos responsáveis pela vida que temos.
Culpar os outros pelo que nos acontece é cultivar a ilusão.
A aprendizagem é nossa e ninguém poderá fazê-la por nós, assim como nós não poderemos fazer pelos outros.
Quanto mais depressa aprendermos isso, menos sofreremos.
(Zíbia Gasparetto)
*
A oração deve ser a expansão da alma para com Deus.
É uma conversa muito íntima, uma meditação.
É, por excelência, o refúgio dos aflitos e de todos os corações magoados.
Nas horas de tristeza, de pesar, quem já não encontrou na prece a calma e o alívio?
É nesses momentos que acontece um diálogo profundo entre a alma que sofre e a Divindade.
A alma fala das suas angústias, dos seus desânimos, pede socorro.
Então, no altar da consciência, uma voz responde.
 É a voz do Pai de onde vem as forças para a luta, o medicamento para as feridas abertas e a luz para os caminhos escuros.
Essa voz consola, reanima, traz coragem.
Depois dessa conversa tão profunda, a alma se ergue menos atormentada e menos triste.
É como se um raio de sol trouxesse a esperança, modificando a paisagem de sombras.
A linguagem da prece varia conforme as necessidades do Espírito.
Pode ser um grito, um lamento, um desabafo, um balanço geral dos próprios atos.
Um simples pensamento, uma lembrança, um olhar dirigido para o Céu.
Não existem horas determinadas para a prece.
Toda vez que sentirmos a alma emocionada, agitada por um sentimento profundo, é o momento de orar.
Podemos orar à beira dos mares, deixando a alma extravasar sua poesia ao ritmo das ondas que morrem na areia. Podemos orar na claridade do dia ou à noite, sob o céu estrelado e a luz da lua.
A nossa prece pode se erguer aos Céus do meio dos campos, entre o trigo que balança as espigas maduras ao vento ou nos bosques, no silêncio das florestas, nas estradas desertas.
Em verdade, tudo ora e tudo celebra a alegria de viver.
Se nos dispusermos a ouvir, poderemos unir a nossa prece ao concerto que parte da Terra e busca Deus no Infinito.
Em toda parte, em todos os lugares, poderemos ouvir o cântico da terra que se dirige ao Criador.
Os oceanos erguem suas vozes e os desertos murmuram.
A profundeza dos bosques, o farfalhar das folhas do arvoredo tudo entoa um cântico de gratidão à vida.
Agradecidos pelo dom da vida, que possamos pedir a Deus que nos dê amor ao trabalho, que é o dever de todos sobre a Terra; que ajude a nos esclarecer sobre as nossas imperfeições, essas que enfeiam a nossa alma e adiam o nosso progresso, para que fortalecidos pela sua generosidade, vençamos os obstáculos que impedem a vitória da verdade sobre o erro, da fraternidade sobre o egoísmo.
*   *   *
A prece feita em conjunto é como um feixe de vontades, de pensamentos e perfumes que se dirige para o Criador.
Se pudéssemos avaliar o verdadeiro efeito produzido pelas preces sinceras, oraríamos muito mais porque orar com amor pelos infelizes é uma das mais eficazes formas de caridade.
***
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 51 do livro Depois da morte, de Léon Denis, ed. Feb.
Em 27.01.2010.
Todos os créditos da mensagem ao : Momento Espírita
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Beijos em seu coração com cheirinho de Jasmim.
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