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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Senhora da Misericórdia

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A misericórdia de Deus será sempre maior que a tua ingratidão.
(São Padre Pio de Pietrelcina)
*
Caminhando em desespero, o velho homem pensara que não havia outra alternativa a não ser acabar com a própria vida, se jogando no rio Chieng.
Ele perdera tudo o que tinha e já não havia como alimentar a sua família.
Tinha receio de chegar em casa, olhar na face de sua esposa e dizer que perdera o pouco dinheiro que resultara da péssima colheita, numa aposta.
Dessa vez tudo parecera diferente.
Ele tinha certeza que ganharia o jogo e teria dinheiro suficiente para comprar uma carroça, podendo assim ganhar seu pão transportando pessoas de uma província a outra.
Mas dera tudo errado.
Sua última chance se esvaíra numa jogada mal planejada, que levara seu dinheiro e sua honra.
Sem honra e sem esperança, ele se aproximou da beira do rio.
Pediu perdão aos deuses e ancestrais.
Preparava-se para se atirar na água, quando notou que, na margem, surgia a face de Kuan Yin, a senhora da misericórdia. Ela lhe sorria suavemente.
Envergonhado, o homem cobriu o rosto com as mãos, e falou:
Senhora, tenha piedade de minha alma.
Tenho muitas dívidas e, depois de um ano sem chuva, toda a colheita se perdeu. Não vejo saída senão a morte.
Filho, a morte nunca é saída para os problemas que precisamos resolver em vida.. - Disse a senhora.
Encerrar a vida antes do tempo certo apenas prolonga para outro ciclo algo que poderia ser resolvido agora.
A morte não é uma saída, é apenas uma passagem.
E quem antecipa essa viagem acaba voltando ao ponto inicial da sua jornada.
Há pessoas que morrem em vida, e outras que se apaixonam pela morte como se ela fosse a resposta de tudo.
Eu lhe digo, porém: a resposta está na vida e quem é campeão da vida acaba achando um caminho quando está perdido, acaba encontrando uma luz quando tudo parece escuro.
Mas, como terei forças para voltar para casa com as mãos vazias? - Inquiriu o homem desnorteado.
Voltando com o coração cheio de vontade de continuar sua luta.
Vá, filho meu. E toda vez que o desespero lhe turvar a visão, repita meu nome em seu peito como se fosse o som do seu coração.
Prometo que estarei por lá.
*   *   *
A misericórdia Divina sempre nos proporciona novas chances.
A lei da reencarnação é a prova de que Deus valoriza os recomeços, as renovações, o começar de novo.
Fugir de si, fugir da vida, nunca será a solução para os problemas que enfrentamos.
Cada nova encarnação traz seus desafios, suas metas e seus ajustes.
Por isso precisa ser levada a sério, precisa ser analisada constantemente.
Quando nos voltamos para a vida, com o coração cheio de vontade de continuar a luta, encontramos forças onde não sabíamos existir.
Nunca estamos sós no mergulho na carne.
O processo das reencarnações é extremamente organizado e conta com inúmeros trabalhadores que monitoram nossas vidas com carinho e desvelo.
Assim, não vale a pena desistir.
Se a misericórdia Divina nos presenteou com nova chance, abracemos a existência com alegria e coragem.
 ***
Redação do Momento Espírita com base em texto da mitologia chinesa.
Em 01.05.2012.
Todos os créditos da mensagem ao : Momento Espírita
Volte Sempre
Eu amo sua visita
Fique com Deus
Beijos em seu coração com cheirinho de Jasmim.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O HOMEM BOM

*
Conta-se que Jesus, apos narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:
- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.
Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo - explicou o interlocutor.
- Então - repetiu Jesus com bondade-, segue adiante e faze também o mesmo.
* * *
Xavier, Francisco Candido. Da obra: Amor e Vida em Família.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Capivari, SP: EME, 1995.
Todos os créditos ao Autor acima.
Volte Sempre!
Eu amo sua visita!
Fique com Deus!
Beijos em seu coração com cheirinho de Jasmin.
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