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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quem são nossos Pais?

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Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável.
Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.
(Bertrand Russell)
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Quando abrimos os olhos, neste mundo, vimos debruçados sobre nosso berço, duas pessoas especiais: nosso pai e nossa mãe.
Nos primeiros anos nos sentimos dependentes deles.
E, mesmo o simples fato de eles estarem a nos olhar, se constituía em segurança para nós.
Assim, aprendemos a andar, amparados pelos seus braços.
Nossos machucados receberam curativos e beijos.
Aprendemos a andar de bicicleta, enfrentamos as ondas do mar, as águas da piscina.
Suas mãos nos conduziram à escola e quando fomos ali deixados pela primeira vez, pareceu que algo se quebrou dentro de nós.
Estaríamos sendo abandonados?
Contudo, ao final do dia, retornamos ao lar e aprendemos que a escola era somente um lugar para estar algumas horas.
Era um lugar para aprender, para fazer amizades, para crescer.
Mas sempre havia um lugar para voltar: nosso lar.
O aconchego da família, a segurança paterna, o carinho materno.
À medida que os anos foram se somando, deixamos de ser dependentes.
Andamos com nossos pés, agimos com nossa vontade, alçamos voos mais altos, ou rasos.
E, alguns de nós passamos a olhar os pais de forma diferente.
Quem são eles para desejarem comandar a nossa vida?
Quem são eles para dizerem o que devemos ou não fazer?
Quem são?
Nossos pais são Espíritos que, quase sempre, guardam relações afetivas conosco de longa data.
Amigos que aceitam nos receber como filhos, desejando encurtar distâncias entre nós e o progresso.
Espíritos que se dispõem a nos oferecer um corpo, a nos proteger, a nos amar.
Exceções existem, é verdade.
Espíritos não tão amigos que se reencontram no cadinho doméstico para ajustes do pretérito um tanto nebuloso.
Mesmo assim, eles nos moldaram um corpo, permitindo-nos a reentrada no mundo carnal, e lhes devemos ser gratos.
Mas, se desejam saber aonde vamos, com quem vamos, nesses tempos de tanta violência, é porque conosco se preocupam.
Se nos estabelecem horários para o retorno ao lar, se nos procuram quando nos retardamos, é porque a nossa segurança os preocupa.
Se insistem conosco para que estudemos mais, nos esforcemos mais, é porque, mais experientes pela maturidade que ainda não temos, nos desejam ver galgar degraus de sucesso.
Se nos impõem disciplina, se nos exigem atitudes comedidas, é porque desejam colaborar com nosso progresso.
Para isso, Deus nos confiou à sua guarda.
E porque esse compromisso está registrado em sua memória espiritual, tanto quanto pelos laços de afeto que nos unem, eles se importam conosco.
Pensemos nisso e antes de reclamarmos tanto, olhemos nossos pais com gratidão.
Vivamos com eles o melhor possível.
Afinal, não estarão sempre conosco.
É possível que logo mais eles se transfiram para a Espiritualidade, cumprida sua missão.
Vivamos usufruindo o melhor da sua companhia, da sua sabedoria, dos seus afagos.
Amanhã, quando não estiverem mais conosco, teremos doces lembranças para alimentar a nossa saudade.
 *
Redação do Momento Espírita.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 19, ed. Fep.
Em 19.12.2011.
odos os créditos da mensagem ao : Momento Espírita
Volte Sempre
Eu amo sua visita
Fique com Deus
Beijos em seu coração com cheirinho de Jasmim.

Nossas Crianças

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"A criança é um por natureza um ser do encantamento, um ser que experimenta a leveza, e que não retém a dor."
( Cris Griscon )
Créditos da Imagem: Donald Zolan
*
Por que uma criança nos emociona tanto?
Por que seu sorriso, seus gestos meigos, nos conquistam rapidamente?
Quantas vezes não nos percebemos rendidos por uma graça infantil, pelo aceno ingênuo de uma criança anônima, a nos sensibilizar os sentidos?
A ingenuidade e graciosidade infantis muitas vezes nos levam à conclusão que nascemos como uma folha em branco, como um livro a ser escrito, como se isentos de maldades e livres das dificuldades morais da vida adulta.
Como Espíritos imortais que somos todos nós, a cada nova oportunidade que a vida nos oferece para renascermos, somos os mesmos Espíritos antigos, distantes da simplicidade e da ignorância, que retornamos para os desafios da vida.
Mas por que trazemos essa aura de ingenuidade e de pureza?
 Por que temos a impressão que a criança ao nascer nada traz em si de conhecimentos prévios?
O período da infância, a fase infantil é aquela onde a natureza oportuniza mais facilmente o aprendizado de coisas novas.
E isso não se dá por acaso, desde que, para uma nova existência, todo um novo processo educacional se inicia.
Desta forma, o período infantil é o mais rico e o mais importante para a educação dos caracteres.
Será sempre na fase infantil que ocorrerão as melhores oportunidades para semearmos valores nobres, conceitos adequados.
Todo pai, todo educador deve estar atento para que não se desperdice esse período precioso de educação.
Educar está longe de ser o processo de satisfazer a vontade dos filhos, trocando o esforço de estabelecer limites pela comodidade de oferecer presentes, evitando incômodos.
Devemos aproveitar essa ingenuidade infantil para oferecermos as lições que serão roteiro de conduta para toda a existência.
Logo mais, nossas crianças crescerão e, ao adentrarem na adolescência, tomarão posse de outros valores, virtudes, defeitos, dificuldades e problemáticas que trazem impressos na alma.
Por isso é explicável que nossos adolescentes mudem tanto o comportamento nessa fase desafiadora da vida.
Assim, todo o esforço em educar nossas crianças deve ser levado a termo.
Devemos cuidar com desvelo e amor dos filhos que Deus nos emprestou, para que, em nome Dele, possamos ser o apoio e auxílio de todos aqueles que retornam aos desafios terrenos, sob nossa tutela.
*   *   *
Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao genitor Celeste.
São bênçãos que chegam ao lar. Alguns, gemas brutas para lapidação. Compete-nos fazer a nossa parte e prosseguir tranquilos, na direção do futuro e de Deus, o excelso Pai de todos nós.
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Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais
colhidos no verbete Filho, do livro Repositório de sabedoria,
 pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de
Divaldo Pereira Franco, v. 1, ed. Leal.
Em 23.04.2010.
Todos os créditos da mensagem ao : Momento Espírita
Volte Sempre
Eu amo sua visita
Fique com Deus
Beijos em seu coração com cheirinho de Jasmim.

A Magia Infantil

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"Quero tornar-me aquilo que sou: uma criança feita de luz."
( Katherine Mansfield )
Créditos da Imagem: Donald Zolan
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Linda era chinesa e morava no Havaí. Contrariando o pai, que a desejava ver casada com alguém dos clãs chineses, ela foi para a Califórnia.
Entrou para a Universidade, apaixonou-se por um americano branco, de olhos azuis e com ele se casou. Uma cerimônia simples, bem ao contrário das festas pomposas, no estilo dos casamentos tradicionais, como esperava seu pai.
Depois do casamento, um silêncio pesado se fez entre pai e filha. Ele não a visitava, ela também não.
Quando a mãe telefonava, o pai nunca pedia para falar com a filha.
Por todas essas atitudes do pai, Linda entendia que ele estava desaprovando tudo o que ela fizera. Ela traíra todos os princípios.
Contudo, Linda se lembrava da infância feliz, no Havaí. Lembrava-se de, aos três anos, ser a sombra do pai. Correr atrás dele entre as bananeiras. E, quando ela cansava, o pai a colocava nos ombros.
Dali de cima ela podia ver o mundo. E o pai cantava uma canção que falava: Você é minha luz do sol. Você me faz feliz quando o céu está cinzento.
Então, Linda teve um bebê. Quando o bebê completou cinco meses, ela decidiu que era a hora de mostrá-lo aos avós. Por isso, ela, o marido e o filho foram ao Havaí.
Linda estava angustiada. Será que o pai a receberia? Ela estava levando um menino no colo, que pouco tinha a ver com os antepassados chineses.
Como mãe, ela dizia para si mesma que se seu pai rejeitasse o neto, ela nunca mais voltaria.
Ao chegarem, as saudações foram educadas. O velho chinês olhou a criança sem nenhuma reação.
Depois do jantar, o bebê foi acomodado no berço em um quarto. Linda e o marido se recolheram para um descanso.
De repente, ela acordou em sobressalto. Havia passado a hora do bebê mamar.
Levantou-se. Nenhum som de choro. Pelo contrário, ela ouviu uma risada delicada de bebê. Atravessou o corredor, chegou à sala.
Seu filho estava deitado em uma almofada, com as mãos e os pés em agitação alegre. Sorria para o rosto inclinado sobre ele. Um rosto asiático, bronzeado pelo sol.
O avô dava a mamadeira para o netinho, enquanto lhe acariciava a barriguinha e cantava baixinho: Você é minha luz do sol.
A criança conseguira, em breve tempo, conquistar o coração do avô e pôr fim a um afastamento tolo entre pai e filha.
Hoje, o avô chinês caminha feliz, seguido por uma sombra saltitante de olhos cor de mel e cabelos encaracolados de quatro anos de idade.
*   *   *
Os filhos não são propriedade dos pais. Portanto, têm direito a suas escolhas.
Os pais devem recordar sempre que os filhos são Espíritos, que renascem através deles, mas os seus desejos, os seus anseios não competem aos que os geraram.
Aos pais cabe a orientação, a diretriz segura, mas a caminhada é de exclusividade dos filhos.
Romper o vínculo de afeto por quaisquer questões tem sempre como consequência dor para ambas as partes.
O melhor, portanto, é dialogar, ponderar e se chegar a um acordo.
Um acordo em que o filho siga o caminho para a conquista da sua felicidade e os pais se apresentem como o apoio, o abrigo seguro, a terra firme do bom senso.
*
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Meu pai virou vovô, de Seleções Reader's Digest, de junho de 2000.
Em 04.02.2012.
Todos os créditos da mensagem ao : Momento Espírita
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Não Seja um Manual de Regras

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Os computadores são pobres engenhocas comparados à inteligência de qualquer criança, mesmo das crianças especiais.
 Mas insistimos em educar nossos filhos como se fossem aparelhos lógicos que precisam apenas seguir um
manual de regras. 
Cada jovem é um mundo a ser explorado.
Regras são boas para consertar computadores. 
Dizer “faça isso” ou “não faça aquilo”, sem explicar as causas, sem estimular a arte de pensar, produz robôs e não jovens que pensam.
Creio que 99% das críticas e das correções dos pais são inúteis, não influenciam a personalidade dos jovens. Além de não educar, elas geram mais agressividade e distanciamento.
O que fazer? 
Surpreendê-los!
Pais brilhantes conhecem o funcionamento da mente para educar melhor. 
Eles têm consciência de que precisam ganhar primeiro o território da emoção, para depois ganhar o anfiteatro dos pensamentos e, em último lugar, conquistar os solos conscientes e inconscientes da memória, que é a caixa de segredos da personalidade. 
Eles surpreendem a emoção com gestos ímpares.
 Deste modo, geram fantásticos momentos educacionais.
Os pais podem ler durante décadas minha teoria, as idéias de Piaget, a psicanálise de Freud, as inteligências múltiplas de Gardner, a filosofia de Platão, mas, se não conseguirem encantar, ensinar a pensar e conquistar o armazém da memória dos seus filhos, nenhum estudo terá aplicabilidade e validade.
Surpreender os filhos é dizer coisas que eles não esperam, reagir de modo diferente diante dos seus erros, superar as suas expectativas. 
Por exemplo: seu filho acabou de levantar a voz para você. 
O que fazer?
 Ele espera que você grite e o castigue!
 Mas, em vez disso, você inicialmente se cala, relaxa e depois diz algo que o deixa pasmo:
 “Eu não esperava que você me ofendesse desse jeito.
 Apesar da dor que você me causou, eu amo e respeito muito você.” 
Após dizer essas palavras, o pai sai de cena e deixa o filho pensar. 
A resposta do pai abalará os alicerces de sua agressividade.
Se você quiser causar um impacto enorme no universo emocional e racional dos seus filhos, use de criatividade e sinceridade. 
Você conquistará os inconquistáveis. 
Se aplicar esses princípios no trabalho, tenha certeza de que você envolverá até os colegas mais complicados. 
Entretanto, não é apenas com um gesto que você garantirá a conquista, mas através de uma pauta de vida.
Se você educa a inteligência emocional dos seus filhos com elogios quando eles esperam uma bronca (Goleman, 1996), com um encorajamento quando eles esperam uma reação agressiva, com uma atitude afetuosa quando eles esperam um ataque de raiva, eles se encantarão e registrarão você com grandeza.
 Os pais se tornarão assim agentes de mudança.
Bons pais dizem aos filhos:
 “Você está errado.”
 Pais brilhantes dizem: 
“O que você acha do seu comportamento?”
Bons pais dizem: “Você falhou de novo.” 
Pais brilhantes dizem: “Pense antes de reagir.”
 Bons pais punem quando os filhos fracassam; pais brilhantes os estimulam a fazer de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.
***
Texto do Livro Pais Brilhantes,Professores Fascinantes de Augusto Cury
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Seus Filhos Não Precisam de Gigantes

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A individualidade deve existir, pois ela é o alicerce da identidade da personalidade.
 Não há homogeneidade no processo de aprender e no desenvolvimento das crianças
(Vigotsky, 1987).
 Não há duas pessoas iguais no universo.
Mas o individualismo é prejudicial. 
Uma pessoa individualista quer que o mundo gire em torno de sua órbita, sua satisfação está em primeiro lugar, mesmo se isso implicar o sofrimento dos outros.
Uma das causas do individualismo entre os jovens é que os pais não cruzam a sua história com a de seus filhos.
 Mesmo que você trabalhe muito, faça do pouco tempo disponível grandes momentos de convívio com seus filhos.
 Role no tapete. 
Faça poesias.
 Brinque, sorria, solte-se. 
Perturbe-os prazerosamente.
Certa vez, um filho de nove anos perguntou a um pai, que era médico, quanto ele cobrava por consulta. 
O pai disse-lhe o valor.
 Passado um mês, o filho aproximou-se do pai, tirou algumas notas do bolso, esvaziou seu cofre de moedas e
disse-lhe com os olhos cheio de lágrimas: 
“Pai, faz tempo que eu quero conversar com você, mas você não tem tempo.
Consegui juntar o valor de uma consulta.
 Você pode conversar comigo?”
Seus filhos não precisam de gigantes, precisam de seres humanos. 
Não precisam de executivos, médicos, empresários, administradores de empresa, mas de você, do jeito que você é. 
Adquira o hábito de abrir seu coração para os filhos e deixá-los registrar uma imagem excelente da sua
personalidade. 
Sabe o que acontecerá?
Eles se apaixonarão por você.
 Terão prazer em procurá-lo, em estar perto de você. 
Quer coisa mais gostosa do que isto?
A crise financeira, as perdas ou as dificuldades poderão arremeter-se sobre a relação de vocês, mas, se ela tem alicerces, nada a destruirá.
De vez em quando, chame um dos seus filhos sozinho e almoce ou faça programas diferentes com ele.
 Diga o quanto ele é importante para você.
 Pergunte como está a vida dele.
Fale sobre seu trabalho e seus desafios.
 Deixe seus filhos participarem da sua vida. 
Nenhuma técnica psicológica funcionará se o amor não funcionar.
Se você passar por uma guerra no trabalho, mas tiver paz quando chegar em casa, será um ser humano feliz. Mas, se você tiver alegria fora de casa e viver uma guerra na sua família, a infelicidade será sua amiga.
Muitos filhos reconhecem o valor dos seus pais, mas não o suficiente para admirá-los, respeitá-los, tê-los como mestres da vida. 
Os pais que estão tendo dificuldades com os filhos não devem sentir-se culpados.
 A culpa engessa a alma. 
Na personalidade humana nada é definitivo.
Você pode e deve reverter esse quadro. 
Você tem experiências riquíssimas que transformam sua história num filme mais interessante do que os de Hollywood. 
Se você duvida disso é porque talvez nem se conheça e, pior ainda, nem mesmo se admire.
Liberte a criança feliz que está em você. 
Liberte o jovem alegre que vive na sua emoção, mesmo que seus cabelos já tenham embranquecido. 
É possível recuperar os anos. 
Deixe seus filhos descobrirem seu mundo.
Abra-se, chore e abrace-os.
 Chorar e abraçar são mais importantes do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.
Declare a seus filhos que eles não estão no rodapé da sua vida, mas nas páginas centrais da sua história.
***
Texto do Livro Pais Brilhantes,Professores Fascinantes de Augusto Cury
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